Imagem meramente
ilustrativa com Michael Pate no filme Curse of
the Undead (1959) |
Domingo, 24 de agosto de 1941
Não existe uma explicação suficiente para o regresso de falecidos parasitas, então eu deixo registrado minha crença a respeito;
A
morte é um medo universal e as vezes esse medo impede uma alma de seguir
caminho, deixando ela presa ao corpo em decomposição. O instinto
natural dos presos entre vida e morte é buscar mais vida. Sangue é vida! Sugar
sangue é continuar vivendo!
As
vítimas do vampiro sempre serão familiares, ou quando não ter nenhum, alguém
que compartilhe do mesmo sangue! Quem servir de alimento definhará
vagarosamente, com feridas visíveis pelo corpo, diagnosticadas quase sempre com
tuberculose, ou raiva.
Vampiros
são iguais a espíritos comuns, exceto que ao invés de ficarem a maior parte do
tempo intangíveis como fazem os fantasmas, são muito mais palpáveis. Assim como
tudo o que é mal intencionado, ele é mais ativo a noite e é repelido pelo
sagrado. A fé será tua arma, a cruz será teu escudo e solo santo será o teu
refúgio! [É seguro afirmar que
outros símbolos sacras imbuídos de fé também são eficientes. No caso de meu
bisavô, sua fé era cristã.]
O estômago do vampiro deve ser perfurado para que o sangue sugado se esvaia e junto sua energia vital. Queime ele no final e reze pela sua alma, porque quase sempre retornam como obsessores. [Geraldo Castro, meu bisavô]